Texto escrito por Maria Luiza Rodrigues Faleiros Lima

O Dia Internacional das Mulheres, celebrado em 08 de março, tornou-se uma comemoração anual reconhecida globalmente. Mais do que uma oportunidade para homenagens individuais, a data relembra e celebra as conquistas femininas e feministas ao longo da história.
Suas raízes históricas remetem à marcha promovida por milhares de mulheres, em 1808, na cidade de Nova York, em que reivindicavam o direito ao voto, aumento nos salários e melhores condições de trabalho.
No Brasil, a busca pela igualdade de direitos femininos foi impulsionada, em grande parte, pelas publicações de mulheres escritoras e jornalistas na imprensa periódica, principalmente na segunda metade do século XIX.
Em uma sociedade que ditava que as principais funções femininas não deveriam ultrapassar a esfera familiar e que as mulheres deveriam se contentar a ser esposas e mães, Josephina Alvares de Azevedo, uma educadora, ativista, jornalista e escritora pernambucana de vinte e seis anos, fundou, em 1888, o jornal A Família, inicialmente dedicado à educação da mãe de família.

Posicionando-se contra os padrões que colocavam as mulheres em posições de inferioridade e submissão, Josephina Alvares de Azevedo buscou despertar a consciência universal para o que considerava como uma “grande iniquidade secular”: a falta de liberdade feminina.
Por acreditar que as mulheres deveriam ser capazes de viver em igualdade de condições com os homens, Josephina Alvares de Azevedo buscou, através dos textos publicados em seu jornal e em livros como A Mulher Moderna, expandir as perspectivas de suas contemporâneas a respeito da necessidade de se tornarem mais autônomas e emancipadas e de buscarem o acesso a direitos que antes lhes eram negados, como o de poderem estudar e trabalhar, se divorciar, votarem e serem votadas, entre outros.
Ao advogar a necessidade desses avanços sociais, Josephina Alvares de Azevedo contribuiu para que outras mulheres buscassem um maior desenvolvimento social, político, cultural e econômico, fortalecendo, assim, a causa feminista no Brasil.
Texto escrito por Maria Luiza Rodrigues Faleiros Lima, que irá defender a primeira TESE do GEMLIT em breve.


